No momento, você está visualizando A Perenidade do Canto Gregoriano

A Perenidade do Canto Gregoriano

Muito antes do advento do Cristianismo, as escrituras já eram cantadas em cerimônias religiosas, como por exemplo nas sinagogas hebraicas. O Cristianismo não apenas manteve como aperfeiçoou esta tradição, tendo desde sempre desenvolvido um repertório próprio à sua liturgia.

É justamente este repertório que foi organizado e sistematizado por São Gregório Magno no início do século VII, sendo batizado, em sua homenagem, de canto gregoriano.

A principal característica do canto gregoriano é sua relação visceral com os textos sagrados. Uma bela imagem pode ser usada para representar tal relação: os cantos são os trajes usados pelos textos litúrgicos.

Posteriormente, no século XVI, o Concílio de Trento confirmou o lugar de destaque do gregoriano na liturgia.

Apesar disso, ao longo do tempo o canto gregoriano foi sendo descaracterizado, devido às constantes e reiteradas adaptações e reinterpretações realizadas à luz dos ritmos específicos de cada época.

A Abadia de Solesmes, fundada em 1833, recebeu do Papa São Pio X a missão de restaurar as antigas melodias do gregoriano, missão esta cumprida de modo salutar conforme podemos constatar nas diversas publicações da Abadia tais como o Liber Usualis e o Graduale Romanum.

Em nossos tempos, a constituição Sacrosanctum Concilium, do Vaticano II,  também reconhece o canto gregoriano como o canto próprio da liturgia. Não exlcuindo os demais gêneros de música sacra, como a polifonia, o gregoriano terá na ação litúrgica, em igualdade de cirscunstâncias, o primeiro lugar.

Esta breve visão histórica sobre o surgimento e papel desempenhado pelo canto gregoriano ao longo da história da Igreja nos indica claramente a sua perenidade. O canto gregoriano não sai de moda, ele não está preso às cirscuntâncias e preferências de uma época ou local específicos.

Pelo contrário, ele representa o caráter universal da Igreja de Cristo, congregando católicos de todos os lugares e de todos os tempos em torno do mesmo altar.

Por: Lucas Casagrande

Este post tem um comentário

  1. Vinícius

    Deus abençoe copiosamente esta iniciativa! Sou entusiasta da Música Litúrgica e faço parte de um coral maravilhoso que está começando a desenvolver um trabalho estritamente nesta linha. Muito bom encontrar este canal e outros irmãos para poder compartilhar e levar a todos os católicos um tesouro que, tristemente, tem sido escondido e negado a quem de maior direito: o fiel batizado.

Deixe um comentário